O MASLOW SABIA DAS COISAS



AMIGO EMPREENDEDOR,

Maslow me persegue desde os tempos de faculdade. Nós tínhamos uma disciplina chamada Teoria Geral da Administração em que estudávamos as mais célebres personalidades e escolas administrativas. Foi lá que eu tive o primeiro contato com o meu futuro melhor amigo Abraham Maslow e a sua hierarquia das necessidades.


À primeira vista, a teoria parece simples e incompleta. A simbologia de uma pirâmide dividida em cinco áreas consideradas essenciais para o alcance da auto-realização me pareceu um tanto óbvia naquela ocasião. Não rejeitei a teoria, mas mantive-me indiferente. Entretanto, tenho revisto meus conceitos devido às recentes aparições do meu amigo em minha vida.

Segundo Maslow, cada necessidade era considerada essencialmente mais importante na medida em que ameaçava em maior grau o equilíbrio humano. Na base da pirâmide estavam as necessidades fisiológicas, tais como comer, beber e respirar. Não era possível pensar em auto-realização se estas condições não fossem atendidas em primeiro lugar. No segundo nível, temos as necessidades de segurança, tais como renda, emprego e saúde. Em seguida temos as necessidades sociais e a busca por aceitação e senso de pertencimento. Em quarto grau, Maslow coloca a auto-estima, abrangendo a valorização e o respeito aos outros e a si mesmo. Em quinto e último grau, está a auto-realização. Nesta última, Maslow deixa claro que devemos nos sentir realizados por alcançar tudo aquilo que somos capazes de acordo com a realidade das nossas vidas. Nem todos podem viajar até a lua, tornar-se um artista famoso ou ser eleito Presidente da República, mas todos podem se sentir amplamente realizados com aquilo que são.

O Maslow sabia das coisas. É tão simples, que a gente rejeita, tripudia, critica. Estou lendo o best seller internacional de James C. Hunter, O Monge e o Executivo e adivinha quem eu encontrei por lá? Isso mesmo, meu velho amigo e a sua hierarquia das necessidades. Semana passada assistia a uma aula e lá estava Maslow novamente. Simples como sempre, um pouco menos incompleto desta vez.

Algumas questões da vida só podem ser compreendidas quando vistas sob uma ótica simplificada, sem grandes complexidades. Muitos dizem que a simplicidade anda de mãos dadas com a superficialidade. Eu discordo. Acho desafiador converter algo profundo numa perspectiva mais compreensível para a maioria. Tão perfeitamente compreensível quanto a maçã de Newton e as restrições de Goldratt. Mais do que simples, eu chamaria de genial.


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Saulo Maciel

SAULO MACIEL é empreendedor e palpiteiro
profissional. Gosta de pensar que pode
ajudar outros empreendedores a darem o
melhor para obter sucesso nos negócios.


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