A DURA VIDA DO EMPREENDEDOR


AMIGO EMPREENDEDOR,

Venhamos e convenhamos, o pequeno empresário anda muito mal assessorado ultimamente, não é verdade? Percebo isso com certa freqüência no meu dia-a-dia. Muitas vezes o gestor encontra no Consultor um ombro amigo e desabafa suas angústias e dificuldades da dura vida de empreender. Como também sou empresário, naturalmente sofro as agruras provenientes das lacunas que existem no mercado. O meu lado Consultor diz: "ótimo, oportunidades em tempo de crise!", porém o meu lado empresário ainda insiste em puxar o meu tapete e me trazer de volta à realidade.

Você que é empreendedor sabe exatamente do que estou falando. As estatísticas apontam melhorias, mas não representam a realidade nua e crua. Apresentei alguns números interessantes no meu último artigo Falar É Fácil, Quero Ver Fazer! e aproveito o primeiro post de 2009 para dar uma sacudida na poeira e tirar a peneira do caminho do sol. Segundo o SEBRAE, 36% das micro e pequenas empresas nascentes quebram em até 4 anos. Há menos de 10 anos atrás este número era superior a 90%. A pesquisa do SEBRAE tem um papel muito relevante na medida em que retrata a evolução da mortalidade empresarial no mercado. Belo trabalho de base, em minha opinião. Até aí tudo bem, menos empresas quebrando significa mais atividade produtiva e, consequentemente, maior arrecadação tributária. O país cresce, empregos são gerados e todos vivemos felizes para sempre.

Os aspectos objetivos apontam para um cenário bastante otimista. Ponto. Agora vamos aos fatos (subjetivos, mas ainda assim, fatos): a pesquisa limita-se a comparar empresas nascentes versus empresas encerradas, porém não retrata a real situação daquelas que sobrevivem. Quem analisa as estatísticas muitas vezes tem a percepção de que as sobreviventes são organizações de sucesso, quando na realidade grande parte sequer é lucrativa. Conseguem se manter a duras penas, sendo beneficiadas pela maior oferta de crédito promovida por uma política econômica que vem sendo construída e executada há mais de 10 anos no país. Sustentabilidade relativa, eu diria.

É raro encontrarmos empresários ganhando rios de dinheiro. Quantas pessoas você conhece nesta situação? Alguns poucos aparecem nas capas das revistas e muita gente acredita que eles são maioria. E você, Amigo Empreendedor: como anda o seu bolso? As estatísticas refletem a sua dura realidade?


Deseja conhecer melhor a pesquisa de mortalidade do SEBRAE? Então Clique aqui e acesse a pesquisa completa.

E você, o que acha, Amigo Empreendedor? Como empresário, você se sente bem assessorado pelas opções disponíveis no mercado? Escreva um comentário e deixe aqui o seu depoimento.

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Saulo Maciel

SAULO MACIEL é empreendedor e palpiteiro
profissional. Gosta de pensar que pode
ajudar outros empreendedores a darem o
melhor para obter sucesso nos negócios.


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4 comentários:

  1. Oi Saulo,

    Em primeiro lugar, muito obrigado pelo seu comentário no Super Empreendedores. É este tipo de comentário que enriquece o conteúdo de nossos Blogs.

    Agora, comentando o seu artigo acima, eu diria que boa parte da pouca assessoria que os micros e pequenos empresários recebem é culpa deles próprios. O que tenho visto é sempre uma imposição pelo valor mais baixo quando estes empresários procuram contratar algum prestador de serviços que os auxilie em alguma parte de seus negócios. Com isso acabam contratando profissionais desqualificados, que prestam serviços de baixa qualidade, ou ainda, para não perder o cliente, estes profissionais contratados (que estão muitas vezes no mesmo nível dos empresários), acabam por "enxugar" seus serviços de modo que se adequem ao "orçamento" disponível.

    Recentemente vi um exemplo triste. Um cliente me contratou para desenvolver o site deles. Ofereci uma série de recursos com uma boa proposta que continha até o levantamento de sites concorrentes e e-commerce. De tanto "chorar" acabei reduzindo os recursos do site e fiz um projeto muito mais básico.

    Agora o disparate: este cliente estava investindo milhões em instalações, reforma da casa, estrutura comercial e pasme, em uma central de telemarketing. Você pode até pensar que estou exagerando quanto a central de telemarketing, mas se pensar bem, porque gastar milhares de reais em um sistema ultrapassado e que está caindo em desuso e não investir em um site de e-commerce (que o expandiria para todo o Brasil pelo menos), com atendimento online via chat ou mesmo Skype (para ficar ainda mais barato que um sistema VOIP).

    Bom, o resultado: o cliente está em concordata e demitiu em 2 meses a maioria de seus funcionários.

    Analisando: passo maior que a perna (dado em uma oportunidade real de negócios) e investimentos sem planejamento e pesquisa.

    A empresa é uma pequena (mas robusta) atacadista de alimentos, papel, produtos de limpeza e hospitalares.

    Enfim, infelizmente este é o perfil da maioria dos pequenos empresários brasileiros que ainda tem pouco ou nenhum conhecimento da internet e todas as suas possibilidades. Empresários que preferem gastar rios de dinheiro em soluções conhecidas (mesmo que ultrapassadas) a investir um pouco menos em novas tecnologias e processos.

    Para estes empresários infelizmente só restará fecharem as portas.

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  2. Olá Sérgio, obrigado pela participação aqui no Blog. Como você mesmo comentou, esta troca é fundamental para o enriquecimento do conteúdo!

    Eu concordo com você. Muitos empresários ainda não conseguem perceber o valor de uma prestação de serviços que visa rentabilizar o seu negócio. Infelizmente quem trabalha sério acaba sendo prejudicado por aqueles que vivem do improviso, apresentando resultados sofríveis (quando apresentam algum resultado). Isso gera insegurança no mercado, prejudicando a todos, ao cliente e também ao fornecedor. Acho este um agravante, mas sem dúvidas alguns empreendedores ainda não aprenderam a direcionar os seus investimentos para aquilo que realmente pode gerar retorno.

    Ainda sou da opinião que cimento e tijolo não gera lucros, pelo contrário, quanto mais, pior (exceto para a Votorantim, naturalmente).

    Continue presente!

    Forte abraço,

    Saulo Maciel
    www.saulomaciel.com.br
    saulomaciel@smaciel.com.br

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  3. Olá Saulo,

    Primeiro, parabéns pelo Blog.

    Com relação ao artigo:

    Realmente o índice de mortalidade dos pequenos negócios principalmente no primeiro ano é altíssimo. Uma das principais razões para este fato é falta de conhecimento dos empresários em gestão. Contudo, sabemos que ele tem domínio na atividade, ou seja é um bom mecânico, bom açougueiro, mas não tem domínio da gestão.
    Boa parte dos empresários que nos procura (Sebrae SP) está em situação difícil, pois entrou em circulo vicioso onde fica complicado reverter o quadro. Para isso, dizemos que a 5 desafios para o empresário: 1) Vender (ter alguém disposto a comprar seu produto ou serviço) 2) Ter preço compensador 3) Ter volume de venda que vale apena 4)Estrutura funcional (empresa anda sem ele) 5)Desperdício zero (sem re-trabalho).
    Vencendo estes 5 desafios o empresário, com certeza terá mais facilidade de chegar ao sucesso.
    O Sebrae SP, iniciou projeto de acompanhamento das empresas em inicio de atividade. Abri minha empresa e agora? Para participar do projeto é só cadastrar no site: http://www.sebraesp.com.br/orientacao_online/eagora

    Cordialmente,

    Egnaldo Paulino
    www.egnaldopaulino.com/blog

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  4. Olá Egnaldo! Fico feliz de contar com a sua presença e participação aqui no blog.

    Concordo com você, acredito que grande parte dos agravantes que culminam no encerramento das empresas tem origem em falhas gerenciais (a mesma pesquisa de mortalidade do Sebrae aponta este aspecto como uma das principais causas).

    Apareça mais vezes. Forte abraço,

    Saulo Maciel
    www.saulomaciel.com.br
    saulomaciel@smaciel.com.br

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